sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
segunda-feira, 19 de abril de 2010
quarta-feira, 31 de março de 2010
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
terça-feira, 10 de novembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Ronronos brumados...Num tempo de Brumas
saem para passear...
cantam borboletas e falam baixinho...
São seis por aqui, as vezes sete comigo!
No castelo dos gatos na Benjamin, gente é brinquedo,
poltrona macia com cafuné acoplado.
Por vezes canto miados, me comunico ronronando baixinho...
E eles escutam sorrindo!
Eu, gato grande e desajeitado em uma festa de equilibrio sobre um muro enluarado...
E eles me conduzem cantando...
Neste castelo onde os pelos voam, tem sempre ração a mesa em vários pratinhos...
Por aqui me sinto tranqüilo,
e nunca solitário...
Um Madu daqui...
segunda-feira, 27 de julho de 2009
terça-feira, 7 de julho de 2009
segunda-feira, 22 de junho de 2009
sábado, 20 de junho de 2009
A morada de Morada...
quinta-feira, 18 de junho de 2009
terça-feira, 9 de junho de 2009

EROS E PSIQUE
Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.
Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.
A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera,
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.
Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.
Mas cada um cumpre o Destino
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.
E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora,
E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.
Fernado Pessoa
Salamanca dos pampas...
— Eu sou a princesa moura encantada, trazida de outras terras por sobre um mar que os meus nunca sulcaram... Vim, e Anhangá-pitã transformou-me em teiniaguá de cabeça luminosa, que outros chamam o - carbúnculo - e temem e desejam, porque eu sou a rosa dos tesouros escondidos dentro da casca do mundo...Muitos têm me procurado com o peito somente cheio de torpeza, e eu lhes hei escapado das mãos ambicioneiras e dos olhos cobiçosos, relampejando desdenhosa o lume vermelho da minha cabeça transparente...
-Lendas do Sul
João Simões lopes neto












